A leishmaniose visceral é uma doença causada por um parasita bem pequeno, um protozoário, que a gente encontra em vários lugares do corpo. Ela chega nas pessoas de um jeito indireto, através de mosquitinhos que vivem por perto de casa.
O cachorro é um grande hospedeiro desse parasita. Ele pode ter a doença e não mostrar nenhum sintoma, ou pode ficar bem doente, perdendo peso, com anemia, feridas na pele, diarreia, olho inflamado e até problema nos rins.
Em lugares onde a doença é comum, as equipes de saúde fazem campanhas para ver quais cachorros estão com o parasita. O objetivo é tentar controlar a doença e proteger todo mundo.
Mas afinal, em qual parte do cachorro esse parasita representa um risco de passar a doença? O sangue dele é o grande portador do protozoário, e é por meio da picada de um mosquito que a transmissão acontece.
Leishmaniose: um problema sério em Minas Gerais
Recentemente, a leishmaniose tem preocupado bastante as autoridades de saúde no sul de Minas Gerais. Em Lavras, por exemplo, uma menina de 13 anos pegou a forma visceral da doença, que é a mais perigosa.
Por isso, uma campanha de prevenção logo começou. Já em Poço Fundo, outras duas pessoas tiveram a versão cutânea, que é mais leve e causa feridas na pele.
Essa doença, que é crônica e infecciosa, é causada por um protozoário e transmitida pela picada do mosquito flebótomo. Ela não era tão comum na região, mas agora merece toda a atenção.
Malária: um parasita com ciclo de vida complexo
A malária é outra doença parasitária que afeta milhões de pessoas, principalmente em regiões mais quentes do planeta. O parasita que causa a malária tem um ciclo de vida bem interessante.
Ele se reproduz de forma assexuada dentro das células vermelhas do sangue humano, as hemácias. Depois, no estômago do mosquito, ele se reproduz de forma sexuada.
Ainda na parede do estômago do inseto, acontece mais uma reprodução assexuada, e é aí que os parasitas vão para as glândulas salivares do mosquito, prontos para infectar a próxima pessoa.
Giardíase: um protozoário que causa problemas intestinais
A Giardia intestinalis é um protozoário que adora viver no nosso intestino. Ele tem uns flagelos, tipo uns “cabelinhos”, que usa para se mover.
Esse parasita se reproduz de forma assexuada, se dividindo em dois. A giardíase, como é chamada a doença que ele causa, provoca bastante desconforto.
Os sintomas incluem diarreia, dor na barriga, náuseas e vômitos. A gente pega giardíase ao ingerir água ou alimentos contaminados com os cistos do parasita.
Leishmaniose e eutanásia de cães: um debate importante
A leishmaniose canina é um tema que gera muita discussão. Antigamente, a recomendação era sacrificar todos os cães doentes, mas hoje em dia a visão está mudando.
Campanhas de ONGs e pessoas famosas buscam mudar essa política, defendendo que os animais tenham a chance de tratamento. Afinal, a razão para o sacrifício era o risco que eles representavam para as pessoas.
O parasita da leishmaniose se encontra no sangue dos cães. Quando um mosquito pica um cachorro infectado, ele leva o parasita e pode transmitir para outras pessoas ou animais.
Leishmaniose tegumentar: cuidado com as feridas na pele
Existe também a leishmaniose tegumentar, que causa feridas na pele que podem evoluir e afetar a boca, o nariz e a garganta. É uma infecção séria que merece atenção.
Para prevenir, é fundamental combater o mosquito e os focos de transmissão. Usar mosquiteiros, telas em portas e janelas, e construir casas longe de áreas de mata são medidas importantes.
É bom lembrar que essa doença é transmitida pela picada do mosquito-palha, que se contamina ao picar pessoas ou animais doentes.
Repelentes mais eficazes: uma esperança contra doenças
Cientistas descobriram como “tapar o nariz” do mosquito Anopheles, que transmite a malária. Eles entenderam como o inseto sente os cheiros e identificaram substâncias que podem bloquear essa capacidade.
Essa descoberta é super importante porque pode levar à criação de repelentes muito mais eficazes. Se essa tecnologia funcionar para outros insetos, pode ajudar a combater várias doenças no Brasil.
Doenças como dengue, febre amarela, doença de Chagas e leishmaniose, que são transmitidas por insetos, poderiam ter um controle ainda maior. Sem dúvida, um avanço e tanto para a saúde pública!
Extratos naturais no combate a insetos
O uso de extratos de plantas e outros produtos naturais tem ganhado destaque na pesquisa. Isso é especialmente importante em países em desenvolvimento, onde as doenças infecciosas e parasitárias são um grande desafio.
Esses produtos, que combatem insetos, podem ser ótimos aliados no controle da leishmaniose, por exemplo. É uma forma mais natural e, quem sabe, mais sustentável de lutar contra essas doenças.
Leishmaniose em Santa Catarina: a importância da prevenção
Em 2016, Santa Catarina registrou casos de leishmaniose visceral humana, mas as pessoas tinham contraído a doença em outros estados. Em 2017, porém, um caso autóctone, ou seja, contraído na própria cidade, foi confirmado em Florianópolis.
O cão, por ser tão próximo de nós, é um ponto chave na prevenção. Em Florianópolis, muitos cachorros foram diagnosticados com a doença.
É importante frisar que os cães não transmitem a leishmaniose diretamente para os humanos; a transmissão acontece pela picada do mosquito-palha. Por isso, usar coleiras repelentes nos cães é uma medida importante.
Além disso, o cuidado com o descarte do lixo é essencial. Acúmulo de garrafas e outros objetos pode criar focos de mosquitos, aumentando o risco não só de leishmaniose, mas também de dengue e zika.
Leishmaniose visceral: medidas de controle
Uma doença negligenciada que precisa de atenção é a leishmaniose visceral. Para combatê-la, algumas ações são fundamentais.
Entre elas, está a eutanásia de cães doentes, a borrifação de inseticidas, a limpeza de quintais removendo matéria orgânica e a poda de árvores.
Todas essas medidas visam diminuir a população do mosquito transmissor e controlar a doença. O cachorro é um importante reservatório do parasita, e o mosquito-palha, que o transmite, se reproduz em locais com matéria orgânica em decomposição.