Já parou para pensar em como algumas características que temos são passadas de geração para geração? É o que acontece com a capacidade de enrolar a língua, por exemplo.
Essa característica curiosa, de conseguir dobrar a língua em forma de “U”, é um daqueles traços que a gente aprende na escola que tem a ver com nossos genes.
Algumas pessoas conseguem enrolar a língua, outras não. E isso não é por falta de treino, mas sim por uma diferença bem pequena no nosso DNA.
Vamos entender melhor como essa característica funciona e como podemos até mesmo calcular a frequência dela em uma população. É um jeito legal de ver a genética na prática.
A Genética da Língua Enrolada
A habilidade de enrolar a língua é controlada por um único gene. Esse gene tem duas “versões”, que chamamos de alelos.
Quem consegue enrolar a língua tem pelo menos uma cópia do alelo “dominante”. Isso significa que pode ter duas cópias desse alelo ou uma cópia do alelo dominante e outra do recessivo.
Já quem não consegue enrolar a língua possui duas cópias do alelo “recessivo”. É por isso que essa característica se manifesta de forma diferente em cada pessoa.
Calculando as Frequências Genéticas
Imagine uma cidade com 3900 pessoas. Dessas, 3276 conseguem enrolar a língua. Com esses números, a gente consegue descobrir a frequência dos alelos dominante e recessivo na população.
Primeiro, vamos ver quantas pessoas não conseguem enrolar a língua. Se 3276 conseguem, então 3900 menos 3276 dá 624 pessoas que não conseguem.
Essas 624 pessoas têm duas cópias do alelo recessivo. Para saber a frequência desse alelo na população, dividimos 624 por 3900. O resultado é 0,16.
Esse valor (0,16) representa a frequência de pessoas com as duas cópias do alelo recessivo. Para achar a frequência de um único alelo recessivo, a gente tira a raiz quadrada de 0,16, que dá 0,4.
Agora que sabemos a frequência do alelo recessivo (0,4), fica fácil descobrir a do dominante. Como a soma das frequências dos dois alelos sempre dá 1, é só fazer 1 menos 0,4.
Assim, a frequência do alelo dominante é 0,6. Isso mostra que, nessa população, o alelo dominante é mais comum que o recessivo.
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